Sempre que eu encontrar algo que escrevi com o intúito de postar aqui, mas esqueci, vou seguir esse padrão de título e... Bom, de título.
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Oi oi.
Hoje eu estava filosofando bastante, e filosofar seguindo a minha filosofia é dar voltas em torno de alguma coisa tentando descobrir o que tem por baixo.
Pensei sobre a Lua, sobre o Sol e sobre como ele nunca deixa ela tocar nele... Sobre o fogo e a água, e como ele esquenta ela, mas se ela tocar nele acaba o matando.
Pensei em muitas coisas, e como sempre não descobri o que tem em baixo, porque mesmo deduzindo, nunca teremos certeza até levantar a coisa.
Dizem que o cérebro é um músculo que deve ser usado constantemente p'ra crescer forte... Mas quem diz isso não sabe que o cérebro não é um músculo! Hahaha
Eu comprei um livro hoje, que chama Dialectica Errística... E o título não é o mais complicado dele, acreditem.
Sabe aqueles escritores que gostam de falar difícil e pagar de intelectuais? Pois é, o livro é 30% sobre o tema, e mais 70% de comentários e explicações de um autor brazileiro que adora palavras cabeludas.
O autor original é um daqueles alemães do séc. XIX, que tinham sobrenome de cerveja, e provavelmente teve vinte filhos com uma mulher que nem conhecia o nome direito.
Schopenhauer... Isso que é nome de homem mano!
O prefácio do meu post já está enorme, deixa eu começar isso logo.
Esses autores são tidos como pessoas inteligentes e cultas por usar palavrossauros dos mais diversos calíbres, e sempre que possível confundir nossas mentes com idéias absurdas que nos trazem aquela sensação de dislexia adquirida.
Quando vocês os acham grandes cultössaurus erectus por isso, só estão jogando seu jogo.
É importante ressaltar que, o recipiente que nos trás a informação, é tão importante quanto a cor da latinha do seu refrigerante.
Sempre que eu vou escrever algo, tento ser claro, não necessariamente directo, mas gosto de pensar que não vai ser uma leitura cansativa... Gosto de dividir em muitos parágrafos, pois assim o leitor tem mais intervalos e se sente menos cansado, mas claro que nem sempre isso é possível.
É uma pena que quando eu terminar algum dos meus dez mil livros, sua leitura vai ser tão símples que será tido como uma obra menor, ou serei o novo Charles Bukowski?
Durante minhas viágens filosóficas sob a luz da Lua, me encontrei em um grande dilema: se um homem nunca se banha duas vezes no mesmo rio, e um rio nunca banha duas vezes o mesmo homem, como um homem só pode escrever um livro? Escrever um livro é um processo demorado, à menos que você escreva um lixo como Twilight, o que não deve levar mais de um mês.
Digamos que eu levasse um ano p'ra escrever meu livro... Em um ano eu mudei muito, me tornei outra pessoa, com outros interesses e prioridades... Um romance escrito em plêna metamorfose pode ser um conto só? Se eu ficar um mês sem colocar uma palavra no papel então, a leitura será mais prejudicada ainda, onde entre um capítulo e outro tanto a escrita, quanto as personágens e hambiente serão drasticamente mutados!
Pensando nisso, acreditei ter resolvido o problema ao reescrever o livro assim que terminado, de forma rápida e mudando tudo para que fique da forma mais uniforme possível. Então que surge mais um problema! Se eu fizer isso estarei matando as personágens, e destruindo meu próprio livro, escrito pelo antigo eu... Que coisa triste, estou nesse dilema moral agora, "matar ou não matar".
Aceito opiniões nos comentários, não que eu vá levar em conta. :D
De qualquer forma, espero que tenham entendido.
Sem mais, Nik.
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Isso é complicado,escrever algo que depois de um tempo você não vai ter a mesma opinião de quando escreveu,já pensei nisso,não necessariamente em livros,mas sim sobre você falar/escrever algo para uma pessoa,de certa forma,discutir com ela sobre algo mostrando sua idéia,mas depois de um tempo você muda (eu pelo menos mudo bastante) Enfim... "escrito pelo antigo eu" hahahahaha pelo menos não vai ter que mentir pra ninguém dizendo que ainda pensa da forma que pensava antes,se você for escrever algo,acredito que deve ser o único cara que diz ter pensado sobre isso “posso mudar enquanto estou escrevendo o livro,ou até mesmo depois de publicá-lo,e aê ?! Como faz ?” hahahahahaha.
ResponderExcluir(Me desculpe se não entendi o que escreveu,posso ter falado merda,mas mesmo assim vou comentar auhauhauha)
Entendeu sim, acho. Hahaha
ResponderExcluirO meu medo é escrever um livro inteiro, e quando estiver no final eu mudar drásticamente de opinião sobre o assunto e ter que joga-lo inteiro no lixo.
Chris Kun, sabia que um mocinho como você, lá pelos seus 20 anos fez isso?! O nome do famigerado é Wittgenstein, terminou o Tractatus Logico-Philosophicus...terminou e mudou completamente de opinião! O.o Sinistro, mas acontece. Parece-me que há possibilidades de sobrevivência! Caso isso aconteça, jogue-o no meu lixo, please?! XD
ResponderExcluirCris Chan! Fico devagando, fitando p'ra prata por trás daquele vidro tão translúcido, e me perguntando o que são as pessoas, se "um homem nunca se banha duas vezes no mesmo rio"...
ResponderExcluirSerá que ainda te conheço?
Hum...O.o Infelizmente mais um mote da filosofia by Heráclito se tornou um clichê moderno! Parece-me que nem eu mesma me conheço, ousadia sua pretender conhecer-me, não achas? Eu tenho apenas uma vaga impressão desbotada das pessoas que passaram e passam por minah vida.
ResponderExcluirDeve ser por causa da miopia?!
Abraços Chris Kun.
As vezes precisamos nos afastar da obra para que possamos entende-la, outras vezes só quem a faz entende!
ResponderExcluirVamos jogar xadrez? :)
Você pode escrever um livro de contos :)
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