quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Tudo rosas...



Eu não sou menos idiota que o resto do mundo... Só tenho conciência da minha estupidez, por mais que ainda não seja plêna.

Fico me perguntando se existe outra pessoa igual à mim dentre esses bilhões de animais classificados como humanos... Gostos iguais, idéias, filosofias e desgostos também, porque não?

Acho difícil, ao menos pelo que eu tenho visto... Mas, se existir, espero que seja uma bela garota. Hahaha

Me deixem sonhar, "meu único direito é o de ficar calado".

Calado ou em prantos, minha única fuga é a Terra dos Sonhos. Mas até em nossos sonhos encontramos decepções e amarguras.

Talvez eu seja um casúlo, esperando pacientemente pelo dia em que minhas asas apareçam e eu possa ser feliz, ou não.

Estamos sempre desejando a perfeição, não é? Mas eu estive pensando nisso, durante um intervalo entre pensamentos de igualmente nula importância, e dois casoa me vieram à mente:

1) Quando comecei à estudar Fotografia, eu sabia que eu não era muito bom, apenas acima da média dos fotógrafos. Mas conforme fui estudando e me aperfeiçoando, percebi que a evolução não era grande coisa ou, ao menos, lenta demais p'ra me manter interessado. Acabei me afastando um pouco, perdendo a atração, pensando "se não posso ser o melhor, por que continuar?".

2) Em uma das minhas "viájens à negócios" à São Paulo, dividi o ônibus com uma garota (e mais umas trinta pessoas), e embora ela não tenha se sentado ao meu lado, como sempre, ela estava relativamente proxima, então pude infelizmente ouvir e vê-la a viajem inteira. Ela era linda, ao menos o meu ideal de beleza feminina em sua plenitude, e estava sentada ao lado de uma amiga, que não passava de uma versão piorada dela mesma (o que a fazia brilhar mais). Conversaram sobre como ela havia passado em Música na USP, mas não queria fazer porque escolheu Regência, e não a agradava muito, diferente de Piano, Guitarra, Violão, Baixo e Bateria, instrumentos que ela tocava faz anos, pois seus pais são músicos. Depois de tudo isso, a garota-perfeita de 18 anos disse "acho que vou ler um pouco", assim permitindo que sua amiga já farta de tanta humilhação dormisse em paz. Pensei em ver que livro ela tiraria de sua bolsa discreta mas elegante, como ela própria... Mas quando ela sacou aquele livro de capa-dura, aproximadamente quatrossentas páginas, cor pastel... Achei melhor nem saber do que era, porque meu dia já estava estragado. Fechei o meu livrinho Best Seller de psicologia e tentei dormir um pouco, rezando p'ra não sonhar que a menina me engolia vivo (talvez desejando exatamente isso).

Resumindo... Ao menos eu, persigo com tanta ferocidade a perfeição, que abro mão de tudo em busca de algo que seja melhor, mas quando encontro algo aparentemente perfeito, eu sinto tamanha inveja e vergonha de não ser "merecedor" do objeto de desejo, que me afasto, pensando que é melhor uma garota qualquer, submissa e apaixonada idolátricamente, do que uma que me faça de gato e sapato (porque sei que ela poderia fácil).

Solução? Acho que nem toda foto precisa ser perfeita, às vezes palavras mal pronunciadas podem transmitir uma mensagem perfeita, e se só existissem coisas perfeitas, não existiriam coisas p'ra todo mundo.

Quanto à garota... Sei que ter alguém assim deve ser mágico, um sonho acordado... Mas qual o sentido de se sonhar se o mesmo ofuscar você, te transformando em um mero espectador do ambiênte?

Vou pensar um pouco mais a respeito... Estou no ônibus voltando p'ra Marília, sem garotas perfeitas, mas a senhora ao meu lado quer me adoptar, como sempre.

Bjusmeliga. ;)

sábado, 11 de dezembro de 2010

Just imagine.


"Conte-me uma estória, me leve p'ra um mundo novo, pois este no qual nascemos, é um que nunca entenderei"

Vamos ser lógicos, racionais, e idiotas:

Digamos que, hipoteticamente, por exemplo, você esteja sonhando agora. Digamos que, quando você dorme, na realidade você está acordando p'ra sua vida real, por alguns minutos, dias, anos... Mas quando você voltar a dormir, ou melhor, acordar, apenas se lembre de pequenos fragmentos da sua vida real, que na verdade é o seu sonho. Imagine que esteja tudo errado, e assim talvez tudo fique certo.

Imagine que tudo o que eu falei agora não aconteceu.

Agora imagine que tudo o que você sabe seja verdade, mas errado. Imagine que a vida é mais do que dois reais, e que tudo o que desprezamos seja o que realmente importa.

Imagine que aquele idiota que você não deu bola quando era pequena, fosse o grande amor da sua vida, e agora você está sozinha e ele desperdiçando o amor que tinha por você com outra idiota, que também está sofrendo por isso.

Digamos que tudo esteja certo. O problema é que só existe espaço p’ra uma verdade na vida.

Digamos que tudo está errado. O problema é que tudo está lá, então como pode ser mentira?

Pense naquela fruta que está apodrecendo na sua geladeira. Um dia ela não era nada, esperando p’ra que uma semente se tornasse uma árvore, e que essa árvore se tornasse grande o bastante p’ra que o Sol lhe desse a capacidade de criar novas sementes, que estariam guardadas envoltas em um doce néctar, esperando que um mamute moderno as comesse e quem sabe, talvez, as enterrasse em meio ao seu fértil estrume, quando andasse por um campo próximo no dia seguinte.

Pense que ela está congelada e morrendo, e você além de não comê-la, também não vai plantar em lugar nenhum.

Toda a existência de uma fruta... Perdida porque sua mãe nunca percebeu que você não gosta de pêssegos.

Imagine que eu tinha algo melhor p’ra dizer.

Imaginou? Agora esquece.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

A.I.

Inteligência...

Ontem tive uma briga séria com a Laila por causa disso, e como eu acredito que a verdade é universal, e não relactiva como muita gente erroneamente pensa, vou tentar provar isso.

Na verdade não deveria ser difícil provar isso, pois exemplos baratos deveria ser capazes de fazê-lo por si só:

Nunca viu uma pessoa que não era boa em nada? Ou uma que era boa em quase tudo que tentou fazer na vida? Isso deveria ser o suficiênte p'ra mostrar como existem pessoas mais inteligentes, mas vocês poderias refutar com o argumento de que todos têm a mesma capacidade, e alguns apenas usam mais do que outros. Mas eu rebateria dizendo que as ligações neurológicas são o que forma a inteligência, e não o número de neurônios... Essas ligações são formadas principalmente durante a infância, e são causadas pelo uso do cérebro de forma lógica e racional, elas até ocorrem durante a idade madura, mas são muito mais fracas.

Resumindo: a inteligência vem da utilização do cérebro, e ela não é igual em todas as pessoas. Acredito que existem pessoas com "preguiça" de pensar, seja lá em quê. E infelizmente essas pessoas são a maior fatia do mundo.

Claro que inteligência não é tudo, ainda existe sabedoria, esperteza, e milhões de outras qualidades psicológicas mas elas vão ficar p'ra outro post.

Podem dizer que "cada um teve uma vida própria, e experiências próprias", mas sabemos que mesmo sob as mesmas experiências, existem pessoas que absorvem aprendizado consciente, e outras não aprendem nada. Uma pessoa saber muito sobre um tema, não significa nada, pois até o astrofísico mais sábio do mundo em sua área, não gasta nem um por cento de sua capacidade nisso. Logo, um idiota que dedicar sua vida inteira p'ra algo, vai acabar sendo bom nisso, mesmo sendo incompetente em todo o resto.

Devemos medir a inteligência de uma pessoa no geral, e em como ela reage à informações novas.

É um pensamento muito bonitinho de que "todos são iguais e as núvens são feitas de algodão-doce", mas não passa de lixo p'ra mim.

Sempre existirão os Peões do mundo, sem capacidade alguma, e os Reis. Assim como precisamos dos Cavalos e até dos Bispos, por que não? Nossas Torres e Rainhas, mas p'ra cada Rei terão oito Peões.

Vamos deixar logo de hipocrisia e aceitar a verdade universal, parar de achar que gostos são mais importantes que qualidade, e que todos têm o direito de ferrar tudo.

Acho que o post ficou muito furado, porque não estou com vontade suficiênte p'ra escrever um livro aqui, e em poucas palavras não dá p'ra explicar direito...

Qualquer dúvida, contra-argumentação, reclamação ou insulto, favor atacar a área de comentários.

Até.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

A morte tem que ser triste?

Andando na rua senti uma vontade forte de explodir, como se eu fosse uma bexiga cheia com seis lítros de sangue quente, que pintaria as ruas, paredes, carros...

Talvez isso represente a vontade de me notarem, ou apenas a vontade daquela dor que nunca passa ser dividida em milhões de gotas.

Talvez eu escrevesse um testamento antes, dizendo coisas como "deixo a Dalilla pro Tiago, e a Sarah p'ra Lari"...

É, eu poderia fazer isso agora, vejamos como seria:

Deixo a Dalilla, minha guitarra, pro Tiago, que é um grande amigo que sempre me trouxe bons momentos, se não for o melhor. A Sarah, minha câmera, gostaria que ficasse com a Lari, que é uma pessoa tão especial, mas não tem plêna noção disso. Meus livros eu gostaria que ficassem com a Cris, grande filósofa que me ajudou muito já, com abraços e berros. A Nanda fica com minhas roupas, hahaha, acho que ela ia gostar de uma coisa ou outra.

Na verdade, agora que parei p'ra fazer isso, vejo que não tenho mesmo muita coisa, acabei tendo mais amigos do que heranças. Queria deixar algo pro Bruno e pro Carioca, pro André e p'ra Bruna, p'ra Stephanie, por que não? Queria dar um mundo p'ra cada uma dessas pessoas que eu gosto tanto, mas não tenho nada.

Nunca quis ter nada, é verdade. P'ra mim a vida nunca teve sentido, então viver como um Rei ou um Hippie não tinha muita diferença, não queria construir nada.

Se quiserem mesmo saber, eu não quero trabalhar sem ser útil p'ra nada, não quero salvar o mundo nem destruir ele, e diferente de Knulp, eu não quero nem observar. Queria me congelar e acordar em dez mil anos, mesmo que fosse um apocalipse de vulcões e animais gigantes cospindo veneno, seria melhor do que esse dia infernal de hoje.

Um dia eu sumo de verdade, vocês vão ver.

Vou me cremar e vão passar anos me procurando, enquanto minhas cinzas voam sem estórias p'ra contar.

Nada do que eu tentei fazer na vida deu certo, e olha que eu nunca tive nenhuma grande ambição. Nunca quis ser um Rock Star nem nada, se eu conseguisse compor uma música, que fizesse alguém, mesmo que uma criancinha desconhecida, sentir o que eu sinto quando escuto What The Worst That Could Happen por exemplo, eu já seria a pessoa mais feliz do mundo.

É tão fácil me fazer feliz, as pessoas não percebem isso. Eu tenho a minha timidez extrema que disfarço com minhas palhaçadas, mas cada abraço é uma explosão de felicidade.

Não consigo fazer tanta coisa que quero, mesmo sabendo que é fácil demais. Não consigo dizer pro meu Pai que amo ele, e ele está morrendo. Não consigo pegar um maldito ônibus p'ra Elói Mendes nem dar um soco na cara daquela pessoa que eu odeio. Nunca consigo fazer nada, que inferno.

Queria que uma vez na vida, só uma, eu saisse do papél e fizesse alguma coisa.

P.S.: AAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!